Curta

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 Cinema e Vídeo    Vitória - ES  

Um curta de Terror/Ficção sobre a ilusão de outra realidade alternativa.

Hebert Rodriguez


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Sobre o Projeto


Convidamos a todos os amantes do gênero Terror e Ficção Científica, assim como nós a participar do nosso financiamento coletivo.


Somos uma equipe no início, mas com grandes idéias originais a desenvolver e começaremos com o curta "Bolsa Amarela", o qual o roteiro será disponibilizado logo abaixo para os colaboradores obterem a idéia do projeto


Estamos arrecando essa quantia mínima que cuesteará a produção, gravação, alimentação, transporte, participação das atrizes e da equipe.


O curta será gravado em dois finais de semana distintos, o logo após o material ficar completo, será disponibilizado de graça nas principais plataformas de vídeo, afim de divulgar nosso trabalho como produtora iniciante. Os colaboradores do projeto terão uma surpresa também.


Nossa produtora será focada somente nos gêneros Terror/Ficção, então se você é fã desses gêneros como nós, nos incentive e nos acompanhe, pois mais trabalhos serão desenvolvidos.



Abaixo segue o roteiro do curta:



"BOLSA AMARELA"



ROTEIRO

POR

HEBERT RODRIGUEZ



INT. COLETIVO. TARDE


Julia voltando do trabalho em um coletivo de porte pequeno, o ônibus possui poucas pessoas. Ela está sentada no sentido de movimento do ônibus e existe uma velha muito estranha ao oposto dela, mas com vestimentas totalmente pomposas.

A velha possui uma bolsa amarela, muito luxuosa "estacionada" aos seus pés.


A velha possui um cachecol vermelho, estranhamente sendo usado em um dia quente e um óculos escuro pendurado no cachecol. Ela encara Julia, com uma expressão fixa de a conhece bem, mesmo sem a conhecer.


Julia se sente desconfortável com as encaradas, ela até olha pra trás do seu banco para ter certeza se a velha está encarando ela mesma ou outra pessoa, mas quando se vira não tem ninguém.


O sinal de parada do ônibus é ativado, mesmo sem ninguém ter puxado a cordinha ou apertado o botão. O motorista anda alguns metros e para.

A velha então se levanta lentamente, consertando a posição de seu cachecol, colocando o óculos no rosto e não olhando mais para Julia e a bolsa amarela vai ficando para trás no esquecimento daquela figura.


Julia a chama para alerta-la.


JULIA

-Senhora! Sua bolsa.


A velha não esboça nenhuma reação, descendo as escadas sem dar a mínima. 


Julia olha para frente aonde se encontram outras pessoas sentadas, mas ninguém parece sequer ter ouvido ela chamar a atenção da velha. Ela se levanta bem rápido, pega a bolsa e vai para a janela em direção a calçada onde a velha está andando, então ela grita.


JULIA

-Senhora! A sua bolsa ficou para trás!


A velha anda em tom robótico e travada, sempre com cabeça fixa e erguida e não olha para os lados. O ônibus acelera e Julia perde contato visual com aquela figura distinta.


Julia na sua expressão mostra que se sente mal, como se fosse um dever não cumprido. 


-CORTE-


INT. CASA. FIM DE TARDE.


A porta se abre, Julia chegando em casa. A gata que estava a esperando como todos os dias, foge, quando ela chega com aquela bolsa amarela nas mãos.


Ela coloca a bolsa sobre a mesa, guarda sua mochila no cabideiro e vai pro banho. Enquanto Ela toma banho, a gata se estranha com aquele artefato deixado para trás pela velha e corre para o guarda roupa.


Julia sai do banho, veste uma roupa e vê sua gata escondida dentro do móvel.


JULIA

-Oi, Katie. O que você tem hoje, minha linda? (Ela alisa a gata)


Julia se levanta, anda em direção a mesa e se senta em frente a bolsa.

Ela hesita por alguns segundos em abri-la, mas precisa saber se existe alguma informação da dona, para poder entregar.


Enfim, ela a abre vagarosamente e  enquanto ela abre, uma luz amarela muito forte vai se formando no seu rosto. Os olhos de Julia brilham hipnotizados, o rosto dela se congela num sorriso bem arreganhado.


-CORTE-


EXT. PRAIA. NOITE


Julia é transportada para uma pedra na praia. Está escuro. A bolsa sumiu das suas mãos. Mas ela continua com expressão de hipnotizada e sorriso largo.


Uma voz eletrônica fala com ela.


NÔMADE

-O que você vê?


Julia faz cara de surpresa e se mantém fixa olhando pro horizonte.


JULIA

-Um pesadelo.


NÔMADE

-Olhe de novo.


Lá na frente, na areia, um cara desfere golpes de faca em outro cara. Julia arrega-la os olhos numa expressão muito não humana.


NÔMADE

-Aquilo que você vê não é o que você vê. Desobstrua-se.


Julia fecha os olhos e abre de novo. O homem que atacara o outro com uma faca, não está mais com o objeto perfurante nas mãos, mas sim um maço de flores, entregando ao outro.


NÔMADE

-O que você vê?


JULIA

-Ilusão.


-CORTE-


INT. CARRO. NOITE.


Julia é transportada para dentro um carro estacionado. Lá ela vê pessoas caminhando na calçada e na rua. Em todos os momentos ela mantem a expressão de hipnotizada.



NÔMADE

-Somos a personificação de nossas boas ou más intenções. O relógio que trabalha em sentido horário ou anti-horário.


-O que você vê?


JULIA

-Caos.


Nesse instante alguém puxa a bolsa de uma mulher e sai correndo. A mulher grita desesperada.


NÔMADE

-Olhe de novo.


A cena rebobina, e no momento em que o homem vai puxar a bolsa da senhora, ele ma verdade segura o braço dela, ajudando-a a atravessar a rua.


NÔMADE

-O que você vê?


JULIA

-ORDEM. (Ela estica o braço direito pra frente)


NÔMADE

-Nossa percepção é equivalente ao que deixamos tomar conta de nós. Materializamos mais o que já transbordou em nossas cabeças do que o raso que fica.


JULIA

-E se você não estiver certo?


NÔMADE

-Eu estou!


-CORTE-


EXT. ALTO DE UM PRÉDIO. NOITE


Julia dessa vez é transportada para o alto de um prédio pequeno, onde se apoia no para peito.

Ela está boquiaberta, ainda em transe.


NÔMADE

-O que você vê?


Um cara lá embaixo tenta estuprar uma menina, agarrando-a e segurando contra a parede. A garota grita.


JULIA

-Trevas.


NÔMADE

-Olhe de novo pela última vez.


O cara o qual estava a agarrar a moça, puxa a mão dela e começa a dancar pela calçada, girando-a e os dois dançam sorridentes. (Julia fecha a boca)


NÔMADE

-O desejo é uma singularidade fantástica, mas perturbadora. Cada um tem um que é sordido e sujo.

Desejamos sempre o que não podemos ter, pois travamos uma batalha milenar contra nosso eu interior pra ver quem vai ganhar a aposta.


JULIA

-Eu desejo Luz.(Ela retruca em estado grogue)


NÔMADE

-Luz, iluminação, alumbramento. Quer ficar aqui; após a borda?

Tudo você terá se ficar.


JULIA

-Eu não posso. Eu tenho a Katie(estado mental completamente alterado e sonolento)


NÔMADE

-Aqui você será feliz. Diretamente no Antropocentrismo. Te faremos líder de cabeças.


JULIA

-Eu não posso. (Julia sente medo e chora ao dizer)


NÔMADE

-Tudo bem construtora. Assim me retiro e te disperso ao seu ponto.


-CORTE-


INT. CASA. DIA


Julia aparece em casa, sentada na mesma cadeira onde sumira, segurando novamente a bolsa amarela. Rapidamente e sem pensar duas vezes ela a fecha apagando o brilho. Um estralo de cadeira logo a frente, Julia toma uma susto, levanta a cabeça na hora, a velha do ônibus está bem a sua frente, a velha levanta a mão segurando uma arma e atira sem piedade na cabeça de Julia.

O corpo se estira na mesa. A velha levanta roboticamemte como de costume, puxa a bolsa do braço de Julia, abre a porta, sai por ela e a deixa aberta.




-FIM-


















Todo o valor arrecadado será focalizado nos equipamentos de captação de vídeo (câmeras), captadores de áudio, alimentação da equipe, transporte, cachê das atrizes, figurino e produção.


Atualizações


O projeto ainda não possui atualizações. Mas fique ligado que em breve teremos novidades ;)

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