Patrimônio Cultural

JEQUITINHONHA 41 ANOS DE TRAVESSIA

https://youtu.be/N2qIH95fyng
O que é

Prevê a publicação de um livro de 500 páginas com textos, fotos, documentos e depoimentos sobre o Movimento Cultural do Vale do Jequitinhonh

TADEU MARTINS SOARES Belo Horizonte - MG

R$ 1.860
4% de R$ 42.000 necessários
Período de arrecadação encerrado
16 pessoas já apoiaram esse projeto!

Sobre o Projeto


O projeto prevê a impressão de dois mil exemplares do livro "Jequitinhonha - 41 anos de travessia - De Vale da Miséria a Vale da Cultura", formato 16 X 23 cm, 500 páginas, com texto, fotos, documentos e depoimentos, contando a história do movimento cultural e político que teve início em março de 1978 no Vale do Jequitinhonha.


 


Em abril de 1977 quatro jovens do Vale do Jequitinhonha, todos universitários em Belo Horizonte, se reuniram para discutir a situação política, cultural e social do Vale do Jequitinhonha. Os jovens Aurélio Silby Vieira Chaves, Carlos Albérico Figueiredo, George Abner Figueiredo e Tadeu Martins, criaram núcleos de atuação em várias cidades e em março de 1978, este grupo fez chegar ao Vale do Jequitinhonha o jornal GERAES, um nanico independente para "dar voz e vez aos trabalhadores da região", mostrando "O homem do Vale, suas realizações, seus sonhos e sua luta por melhores condições de vida". O jornal foi o responsável pelo chute inicial no processo de desenvolvimento cultural do Vale do Jequitinhonha, pois ajudou a criar e fortalecer sindicatos, associações comunitárias e diversas entidades culturais, como Casas de Cultura, Centros Culturais, grupos musicais e de teatro. Em Belo Horizonte o GERAES gerou o Centro Cultural Vale do Jequitinhonha (CCVJ), que reuniu os filhos da região residentes na Capital e abriu espaço para as realizações do Vale na imprensa estadual e nacional.





Em novembro de 1979 o GERAES promoveu em Itaobim o "1º Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha", que reuniu 22 compositores, vindos de 15 cidades da região e foi, sem dúvida alguma, a mola propulsora da música dos artistas do Jequitinhonha.




Este Encontro gerou o FESTIVALE, idealizado por Tadeu Martins, para ser a reunião anual de todas as áreas do fazer cultural da região: músicos, poetas, artesãos, congadeiros, foliões, batuqueiros, escritores, repentistas, cantadores e contadores de "causos", escrevendo juntos A VIDA DO VALE EM VERSO E VIOLA. O idealizador do evento justificava assim a sua proposta: "É preciso que o Vale se conheça. Pois só quem conhece, gosta. Só quem gosta, defende. Só quem defende, divulga. E é divulgando que nós vamos ajudar a desenvolver o Vale do Jequitinhonha".





Em 1984 o grupo realizou na cidade de Jequitinhonha o “1º Encontro das Entidades Culturais do Vale do Jequitinhonha”, idealizado por Tadeu Martins e José Machado Matos. Assim como o Festivale, o encontro passou a acontecer anualmente, também de forma itinerante.

Por tudo isto, este livro é importantíssimo para resgatar este movimento que acaba de completar 41 anos, e que aumentou a autoestima do povo da região, promovendo até hoje os valores sociais, políticos, culturais e artísticos do Vale do Jequitinhonha.

O livro será lançado em setembro de 2019, em Belo Horizonte e algumas cidades do Vale do Jequitinhonha.





A meta do projeto é conseguir R$ 42.000,00, para bancar as despesas com arte-final, impressão, divulgação e taxa da evoé.